Autor: Thais Fridman

  • Quatro anos à mesa

    Quatro anos à mesa

    A gente não sabia exatamente onde ia dar. Sabia apenas que havia fome — de comida, de cuidado, de sentido. E sabíamos também cozinhar. Então começamos.

    Com uma panela, uma ideia e uma urgência no peito, nasceu a Três Quatro Servir o Prato. Quase sem nome, quase sem estrutura, mas com uma força enorme: a de quem acredita que cozinhar é um ato amoroso e profundamente humano.

    Hoje, fazemos quatro anos de existência.

    Quatro anos de arroz no ponto, de feijão bem temperado, de cebola que arde e ensina. Quatro anos olhando para quem tem fome não como quem oferece caridade — mas como quem oferece escuta, espaço, presença.

    Porque servir um prato é mais do que alimentar o corpo. É reconhecer a dignidade de quem está do outro lado da mesa. É lembrar que a fome também tem contexto, cultura, história. E que cada garfada pode carregar mais do que nutrientes — pode carregar memória, afeto, pertencimento.

    Durante esses anos, estivemos em comunidades, datas especiais, feiras, parcerias. E recentemente, até mesmo na Le Cordon Bleu, onde nos tornamos a primeira instituição do terceiro setor a participar da feira da escola. Um marco que nos diz: a cozinha social tem lugar em todos os espaços. Inclusive nos mais consagrados.

    Mas nada disso teria sido possível sem as pessoas que acreditam, ajudam, compartilham, doam, cozinham, limpam, embalam, transportam, pensam e sentem esse projeto com a gente.

    A Três Quatro Servir o Prato é feita de mãos. De muitas mãos. E é por isso que, mesmo com tantos desafios, seguimos firmes — porque não estamos sozinhas.

    Quatro anos depois, ainda temos fome. Mas é uma fome de seguir. De fazer melhor. De alcançar mais gente. De transformar cada vez mais a cadeia alimentar em um espaço de justiça, de afeto e de respeito.

    Obrigada por estar à mesa com a gente.

    Seguimos cozinhando.

  • Feira le cordon bleu

    Feira le cordon bleu

    Uma feira, uma mesa e um marco

    Tudo começou com uma ideia simples: cozinhar para servir. Servir o corpo, a memória, o encontro, a dignidade.

    A Três Quatro nasceu da fome — não só de comida, mas de sentido. Uma cozinha sem fins lucrativos, independente, apartidária. Um projeto que entende o prato como gesto, como linguagem. E que desde o primeiro dia carrega um compromisso: alimentar com respeito, com afeto, com escuta. Alimentar sem hierarquia, sem pressa, sem ruído. Alimentar como quem oferece um pedaço do próprio coração.

    Foi com esse espírito que chegamos até a feira da Le Cordon Bleu. E não foi pouca coisa.

    Fomos — com alegria e honra — a primeira instituição do terceiro setor a participar da feira da escola. Uma conquista que carrega muito mais do que um crachá ou um avental. Carrega um marco. Uma fresta. Um sinal de que os muros entre a técnica e o propósito podem, sim, ser derrubados com cuidado, uma colher de cada vez.

    Na bancada, levamos nossos produtos. Mas o que apresentamos foi mais do que isso: era o aroma da história da Débora, que trocou o Direito pela cozinha. Era o perfume dos almoços preparados durante a pandemia, em silêncio, para quem mais precisava. Era o tempero das culturas que respeitamos, das práticas sustentáveis que defendemos, das mãos que nos ajudam a cozinhar todos os dias.

    Enquanto os visitantes circulavam, perguntavam, a gente pensava: o que estamos servindo aqui? E a resposta vinha fácil. Servíamos a possibilidade de um outro futuro. Um futuro onde cozinhar não é só criar pratos bonitos, mas oferecer presença, dignidade e escuta em cada garfada.

    Levar a Três Quatro até ali foi abrir um caminho que ainda não existia. Um caminho onde cozinhar com propósito não é exceção — é potência. Onde uma feira pode ser palco de transformação social. E onde uma escola internacional reconhece que a cozinha não termina no fogão, mas atravessa a vida de quem serve e de quem é servido.

    Voltamos da feira com o coração cheio e uma certeza: estamos no caminho certo. E ele começa sempre do mesmo lugar — da mesa. Onde todos, sem exceção, têm direito a um prato cheio de comida e de dignidade.

  • Aniversario da Nossa Fundadora, Débora Magalhães

    Aniversario da Nossa Fundadora, Débora Magalhães

    Nem todo aniversário é só sobre uma pessoa. Às vezes, ele é sobre o que essa pessoa faz florescer ao redor.

    Foi assim no aniversário da Dé, fundadora da Três Quatro Servir o Prato. O que poderia ter sido uma comemoração íntima e reservada se transformou em mais um gesto coletivo — como tudo que ela faz.

    Teve bolo, sim. E teve parabéns. Mas também teve algo ainda mais importante: crianças brincando, gente sorrindo, mesa compartilhada, espaço de afeto e inclusão. Uma festa pensada para celebrar não só mais um ano de vida, mas também a vida que se espalha quando alguém decide transformar o próprio caminho em propósito.

    Para as crianças, foi dia de brincar. Para os adultos, dia de respirar. Para todo mundo, dia de lembrar por que estamos aqui: para servir mais do que pratos. Para servir encontros, afeto e dignidade.

    Obrigada, Dé, por ser semente e também solo. Que venham muitos anos — e muitos bolos — pela frente.

  • Páscoa com sabor de afeto

    Páscoa com sabor de afeto

    Tem datas que não são sobre o calendário. São sobre o que a gente faz com elas.

    Na Três Quatro, a Páscoa nunca foi apenas sobre chocolate — é sobre presença, partilha e dignidade.

    Neste ano, nossa cozinha se encheu de um tipo especial de alegria: a alegria de preparar, com as próprias mãos, uma ação que alcançasse não só o estômago, mas também o coração de cada pessoa atendida.

    E o resultado foi maior do que esperávamos:

    🥚 Mais de 350 ovos de Páscoa

    🍫 400 saquinhos de chocolate

    Mas esses números, por si só, não contam tudo. Eles não mostram o brilho nos olhos das crianças ao receber um ovo feito com cuidado. Nem o sorriso tímido de quem, mesmo na dificuldade, se permitiu um momento de festa. Nem o alívio silencioso de quem, naquele dia, pôde sentar e comer algo quente sem se preocupar com o amanhã.

    Cada detalhe da ação foi pensado para acolher. Para dizer: “Você importa. Você é lembrado. Você está à mesa.”

    A Páscoa da Três Quatro é isso. É o símbolo da renovação que acreditamos todos os dias: a de que é possível construir uma cadeia alimentar mais justa, mais humana, mais atenta às realidades invisíveis que cercam a cidade.

    Nada disso teria sido possível sem as mãos que nos acompanham — voluntários, doadores, apoiadores e cada pessoa que acredita que cozinhar é também um ato afetivo e transformador.

    Seguimos. Um prato por vez. Um gesto por vez. Um chocolate, um sorriso, uma escuta.

  • 2025: Expandindo Sonhos e Impacto

    2025: Expandindo Sonhos e Impacto

    2025 chegou, e nossos sonhos estão crescendo! Após um 2024 repleto de conquistas, estamos prontos para dar o próximo passo: ampliar nossa atuação e transformar ainda mais vidas.

    Mais Refeições, Mais Esperança, Mais Solidariedade

    Nosso compromisso com a alimentação de qualidade e com o impacto social segue mais forte do que nunca. Com sua ajuda, conseguiremos:

    ✅ Levar mais refeições a quem precisa
    ✅ Espalhar ainda mais amor e solidariedade
    ✅ Fortalecer nossa missão de transformar vidas por meio da alimentação

    Como Você Pode Ajudar?

    Juntos, podemos tornar 2025 um ano ainda mais solidário! Você pode contribuir de diversas formas:

    💛 Fazendo uma doação
    💛 Compartilhando nossa mensagem

    Cada gesto conta. Vamos seguir juntos, cozinhando com propósito e construindo um futuro melhor, uma refeição por vez!

  • Cozinhando com Propósito: Como Nossa Cozinha se Alinha aos ODS da ONU

    Cozinhando com Propósito: Como Nossa Cozinha se Alinha aos ODS da ONU

    Você sabia que nossa cozinha vai muito além de preparar refeições? Cada quentinha que produzimos carrega um impacto positivo e está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Acreditamos que cozinhar é um ato de transformação, e por isso, trabalhamos para que nossa gastronomia seja sinônimo de inclusão, sustentabilidade e bem-estar.

    Alinhamento com os ODS

    Nosso trabalho impacta diretamente quatro dos 17 ODS, contribuindo para um mundo mais justo e equilibrado:

    Erradicação da Fome (ODS 2)
    Levamos comida de qualidade para quem mais precisa, garantindo acesso à alimentação nutritiva e digna. Cada refeição é pensada para ser equilibrada e completa, proporcionando energia e saúde para quem recebe.

    Redução das Desigualdades (ODS 10)
    A desigualdade social é um dos maiores desafios do nosso tempo. Nossa cozinha busca ser um elo de apoio, levando refeições a comunidades em situação de vulnerabilidade e promovendo dignidade por meio da alimentação.

    Consumo e Produção Sustentáveis (ODS 12)
    Acreditamos no aproveitamento total dos ingredientes para reduzir desperdícios e valorizar o alimento em sua totalidade. Praticamos um consumo consciente e incentivamos uma alimentação mais equilibrada e sustentável.

    Saúde e Bem-Estar (ODS 3)
    Alimentação de qualidade é essencial para uma vida saudável. Com ingredientes frescos e técnicas que potencializam o sabor e os nutrientes, buscamos garantir que cada refeição contribua para o bem-estar físico e emocional de quem a recebe.

    Cozinhar para Transformar

    Cada prato que sai da nossa cozinha é mais do que comida: é um ato de amor, um gesto de solidariedade e uma ferramenta de mudança social. Acreditamos que pequenas atitudes podem gerar grandes impactos, e com sua ajuda, podemos ampliar esse movimento.

    Venha com a gente transformar vidas, uma refeição por vez!

  • A Cozinha Que Escolheu a Sua Missão

    A Cozinha Que Escolheu a Sua Missão

    Nem sempre escolhemos o caminho que seguimos. Às vezes, ele nos escolhe. Foi assim com a Dé, advogada de formação, mas sempre com um coração que batia mais forte dentro de uma cozinha. Em 2018, decidiu transformar sua paixão em conhecimento e ingressou na renomada escola de culinária Le Cordon Bleu, onde conquistou o Gran Diplome em Cuisine e Patisserie, além do Diplome de Boulangerie.

    A cozinha sempre foi seu refúgio, um espaço onde suas emoções ganhavam forma em pratos elaborados com técnica e afeto. Se estava feliz, cozinhava. Se estava ansiosa ou preocupada, fazia o mesmo. Mas foi em 2020, quando o mundo parou devido à pandemia, que esse amor pela gastronomia ganhou um novo significado. Presa em casa, Dé percebeu que seu conhecimento não deveria ser guardado apenas para si. Surgiu, então, a vontade de levar comida de qualidade e cheia de carinho para aqueles que mais precisavam.

    O que começou como uma ação pontual se tornou algo muito maior. Em 1º de maio de 2021, as primeiras quentinhas foram distribuídas. A intenção inicial era um gesto de um único fim de semana, mas nunca mais parou. Desde então, a cozinha se tornou um espaço de transformação, onde ingredientes de qualidade se misturam com memórias e cuidado, garantindo não apenas uma refeição, mas um gesto de humanidade.

    A filosofia é clara: retirar o máximo de cada alimento, aproveitando integralmente seus sabores e potencializando suas qualidades. Cada prato busca ir além do básico, despertando memórias afetivas em quem o recebe. Afinal, a comida tem alma. Ela carrega histórias, lembranças e, acima de tudo, amor.

    Dé costuma dizer que talvez não tenha escolhido esse caminho, mas que a cozinha a escolheu. E assim, refeição por refeição, ela segue transformando vidas, inclusive a sua própria.